Às 11 horas da noite
Barulhos lá fora no meio da escuridão
Seja qual for o motivo desta angustia
Faz-me lembrar de meus fantasmas
Que há tantas luas tento esquecer.
Neste mar, sou apenas uma gota d’agua,
Quem se importaria como isto?
Afinal, o excesso é jogado fora, com o resto,
Sem ninguém ao menos precisar.
No escuro, meus fantasmas fazem barulho.
Deixem-me dormir malditas assombrações.
Esqueçam de minha fraqueza e de minha solidão,
Perigoso nas escolhas que faço,
Por isso me dói tanto,
Torna-me alguém incapaz.
Será certo sonhar com a liberdade,
Fazer escolhas sem sofrimentos ou arrependimentos,
Isso é pedir muito?
Eu posso escolher beber a gota d’agua que se vai ou que fica?
Nem sempre isso é verdade,
Apesar de que eu talvez nem queira saber de onde ela vem.
Talvez encontra-la não nos fará bem,
Afinal, temos de escolher,
Como foi a vida toda.
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