Oi, tudo bem? boa noite.
desculpe eu nao escrever pra você esses dias. é que andei muito ocupado. Espero que entenda.
Eu pensei em escrever pra você meus pensamentos, fazer desta oportunidade um momento em que quero refletir sobre as descobertas, sobre minhas ideias, sobre muitas coisas que as vezes eu não tenho tempo pra escrever... então, aqui vai.
Eu já te disse que sou formado em história? Pois é, por isso venho pensando sobre isso esses dias, e em minha pesquisa, eu resolvi trabalhar uma ideia que é a seguinte: contar novas histórias, de pessoas reais, história que tenha um sentido na vida de alguém, que faça mudança. Contar histórias tem sido umas das maneiras de passar sabedorias, conhecimentos, costumes, cultura. Tem sido uma maneira de afirmar uma identidade, de se relacionar, enfim... de muitas coisas que vão para além do nosso entendimento.
Porém, ontem, depois que o coordenador do projeto em que trabalho viajou, todo mundo resolveu ir para casa. E aí a bibliotecária do projeto me chamou para sair, porque ela queria comprar algumas no centro da cidade. Eu decidi ir com ela. Quando estávamos voltando para o projeto, quer dizer, ela ia voltar, eu ia pegar um ônibus e ir para casa. Antes de eu chegar no ponto de ônibus, eu fiquei conversando com ela e me dei conta de que já tinha se passado mais de seis meses em que trabalhávamos juntos e eu não sabia muito sobre sua vida. Não sabia quantos nos ela tinha, onde os pais dela moravam, se ela tinha pai e mãe, irmãos, irmãs, como era a vida dela fora do trabalho. A única coisa que eu sabia era que ela era muito exigente no trabalho e que ela sempre brigava quando alguém desarrumava a biblioteca dela. Foi então que pensei: Sim, muitas histórias devem ser contadas, precisam precisam ser contadas. No entanto, alguém precisa estar disposto a ouvi - las. Acredito sim, que alguém pode contar uma história para si mesmo, pra lembrar de algo, de uma lembrança, mas para que ela cause efeito, alguém precisa querer ouvir. Sabe por quê? Porque sempre tem alguém querendo contar sua história, querendo ser ouvida, precisando ser ouvida e cabe a nós mesmo estarmos disposto a ouvir para que elas causem efeito na gente. Por isso, eu queria te dizer que eu estou disposto a ouvir mais sobre você. E espero que você queira contar um pouco de de sua história.
Por fim, você conhece aquele filme The Perks of Being a Wallflower? Pois é, é sobre um garoto que escreve cartas para alguém desconhecido, e faz bem ele ser assim. Escrever pra você tem sido uma maneira de contar algumas coisas minhas, pessoas.
Espero que leia e escreve também.
Abraços
quinta-feira, 14 de junho de 2018
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Carta numero 2 (Resposta a numero 1)
Oi tudo bem? Eu também estou feliz por conversar com você. Eu não sei quem você é, mas mesmo assim quero que saiba que serei honesto com você. Podemos ser amigos, confidentes. Estou mesmo precisando de alguém pra ouvir minhas besteiras na cabeça. Eu sou do Brasil, eu não sei falar inglês muito bem, nem escrever, então pode ser que escreverei errado. Eu sou um professor de história e faço mestrado em antropologia. Moro na Amzônia. Já ouviu falar? Aqui é bem quente, at´mesmo no inverno, não venta muito por causa da floresta. Mas é uma cidade grande como outra qualquer. E hoje particularmente estava muito quente, mesmo que o mês mais quente será em setembro. Eu sou de um estado chamado Roraima, lá tem muitas serras, lavrado, e venta bastante. Sempre que eu possso, vou até lá visitar minha mãe, que mora em uma aldeia indígena Wapichana. No momento eu trabalho em um projeto de pesquisa sobre mapas e povos tradicionais, defendendo o direito à terra junto com vários povos. Eu nunca namorei por muito tempo, então nunca tive meu coração partido, fico triste e lamento por terem partido o seu. Espero que fique bem. Deve ser legal está em outro país, ou não? conhecer outras realidades, outras culturas, outras pessoas. Você parece ser legal e merece tudo de bom. E ficarei feliz em escrever pra você mesmo que seja só pra te entreter. Eu sou uma pessoa feliz, faço tudo que gosto e sou responsável com minhas obrigações, embora hoje eu tenha voltado pra casa um pouco deprimido, acho que foi devido à competitividade que se tem no mundo acadêmico. O mundo acadêmico é tão selvagem quanto outro qualquer. Enfim, acho que vou ficando por aqui, quando você ler, espero que responda. E se você quiser saber mais de mim, só perguntar. Abraços e até outro dia.
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